Intransigência patronal impede acordo sobre reajuste do Mínimo Regional no RS

Intransigência patronal impede acordo sobre reajuste do Mínimo Regional no RS

Intransigência patronal impede acordo sobre reajuste do Mínimo Regional no RS

Após três rodadas de negociação, mediadas pelo secretário do Trabalho do Rio Grande do Sul, Gilmar Sossella, foi encerrado sem acordo o diálogo entre as entidades patronais e o Fórum das Centrais Sindicais sobre o reajuste do Mínimo Regional.

Segundo representantes dos trabalhadores, mais uma vez as entidades patronais não demonstraram disposição para construir uma proposta que atendesse de forma justa às necessidades da classe trabalhadora. A situação contrasta com o que ocorre em estados como Santa Catarina e Paraná, onde acordos vêm sendo firmados de forma consensual nos últimos anos.

Durante as negociações, a bancada patronal apresentou como proposta apenas a reposição do índice de inflação medida pelo INPC. No entanto, o percentual foi considerado insuficiente pelas centrais sindicais, que destacaram que o Mínimo Regional gaúcho acumula uma defasagem superior a 15,8% em relação ao salário mínimo nacional.

Representando a CTB na mesa de negociação, os dirigentes sindicais reforçaram a importância do Mínimo Regional, que beneficia mais de 1,3 milhão de trabalhadores no estado, contribuindo diretamente para a distribuição de renda e o fortalecimento da economia, especialmente entre as camadas mais vulneráveis da população.

Diante do impasse, caberá agora ao governo do Estado arbitrar os valores do novo piso regional. A proposta deverá ser encaminhada à Assembleia Legislativa até o final de março. As centrais sindicais defendem que o projeto tramite em regime de urgência, para que o reajuste entre em vigor a partir de 1º de maio, conforme estabelece a legislação aprovada no ano passado.

O vice-presidente da FETAR-RS e presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Assalariados Rurais de Vacaria e Muitos Capões, Sérgio Poletto, participou da reunião, reforçando a defesa de um reajuste mais justo para os trabalhadores gaúchos.