STR participa em conselhos e comissões para fortalecer a defesa dos trabalhadores e produtores rurais
Atuação do Sindicato dos Trabalhadores e Assalariados Rurais de Vacaria e Muitos Capões ultrapassa os limites da representação sindical e leva as demandas do campo para diferentes espaços de participação social
A participação do Sindicato dos Trabalhadores e Assalariados Rurais de Vacaria e Muitos Capões (STR) em conselhos, comissões e diferentes espaços de discussão tem sido uma das estratégias da entidade para fortalecer a representação dos agricultores, pecuaristas e assalariados rurais. De acordo com o presidente do STR, Sérgio Poletto, são mais de 40 espaços de participação, entre conselhos, comissões e atividades, nos quais a entidade busca apresentar as necessidades e reivindicações da categoria. Entre os espaços citados estão os Conselhos Municipais de Saúde, Educação, Trânsito, Agricultura, Pessoa Idosa, Turismo e Meio Ambiente, além de outras instâncias de participação em Vacaria, Muitos Capões e também em nível estadual. Para Poletto, embora muitas vezes a participação nessas atividades possa gerar questionamentos sobre a necessidade de o sindicato estar presente em tantos espaços, uma análise mais aprofundada demonstra a importância dessa atuação.
“Às vezes a gente entra em alguns embrólios e acontecem coisas que fazem a gente se perguntar: vale a pena a gente estar se estressando por certas coisas? Mas, quando a diretoria se reúne e analisa, a gente percebe que o sindicato precisa estar junto dessas coisas.”
Segundo o presidente, estar presente nesses espaços significa garantir que as demandas do meio rural sejam apresentadas diretamente nas discussões que envolvem políticas públicas e decisões que afetam a população. “Quando a gente participa dessas atividades, nesses conselhos, nessas comissões, o que a gente leva são as nossas demandas dos agricultores, dos pecuaristas e dos assalariados rurais”, destaca Poletto.
A participação nem sempre significa que uma reivindicação será imediatamente atendida ou que uma decisão será modificada. Entretanto, para o dirigente sindical, o papel do STR é justamente ocupar esses espaços e fazer com que as necessidades da categoria sejam conhecidas e consideradas. “Pode até ser que não mude alguma coisa, mas sempre quando a gente vai, a gente leva aquelas demandas e as necessidades que os nossos associados e as pessoas têm. É para isso que a gente trabalha”, afirma.
Presença que gera responsabilidade
A atuação em diferentes conselhos e comissões também representa novos desafios para a direção do sindicato. A presença constante nesses espaços exige organização, participação e disposição para acompanhar discussões que, muitas vezes, extrapolam as questões tradicionalmente associadas ao movimento sindical rural. Poletto reconhece que esse processo aumenta as responsabilidades, mas entende que o momento exige posicionamento. “São alguns desafios que a gente tem planejado há bastante tempo. Eu acho que chega a hora também da gente se definir, se posicionar”, afirma.
Para o presidente do STR, a realidade atual demonstra que as decisões que impactam a vida dos trabalhadores e produtores rurais passam por diferentes setores da sociedade. Por isso, a entidade entende que não pode ficar distante desses espaços. “Se a gente vai ver hoje, infelizmente ou felizmente, tudo passa por esses setores também”, observa.
A estratégia do STR, portanto, é ampliar e fortalecer sua presença institucional, levando a voz do campo para os espaços onde são debatidas políticas públicas, serviços e ações que interferem diretamente na vida das famílias rurais. Mais do que simplesmente ocupar cadeiras em conselhos e comissões, a proposta é utilizar esses espaços como instrumentos de representação e defesa dos interesses da categoria. Nesse cenário, a participação do sindicato se consolida como uma ferramenta para aproximar as demandas dos agricultores, pecuaristas e assalariados rurais das instituições responsáveis pela formulação e execução de políticas públicas.
“A gente precisa cada vez mais pedalar para a bicicleta’ não cair na valeta.” A expressão utilizada por Poletto resume, de forma descontraída, o desafio permanente de manter o sindicato ativo, presente e atuante diante das transformações e das novas responsabilidades que surgem para o movimento sindical.


